Herpes zoster: o que é, sintomas e tratamentos disponíveis

O herpes zoster, também conhecido como cobreiro, é uma condição viral que resulta na formação de uma erupção cutânea dolorosa, geralmente em um lado do corpo. Esse vírus, que é o mesmo responsável pela varicela (catapora), pode permanecer dormente no corpo por anos e se reativar mais tarde, causando o herpes zoster. A condição é mais comum em pessoas com idade avançada, mas pode afetar qualquer pessoa que tenha tido catapora anteriormente.

Como o herpes zoster se desenvolve?

Após uma pessoa ter varicela, o vírus varicela-zoster permanece dormente no sistema nervoso. Com o tempo, ele pode ser reativado devido ao enfraquecimento do sistema imunológico, estresse, doenças ou outros fatores. Quando isso acontece, o vírus se desloca ao longo dos nervos, causando dor intensa e erupções cutâneas na área afetada.

Principais sintomas do herpes zoster

O herpes zoster é caracterizado por uma série de sintomas, sendo os mais comuns:

  • dor ou sensação de queimação: o principal sintoma é uma dor intensa que ocorre antes do aparecimento das erupções. A dor geralmente está localizada em uma área específica, como o peito, abdômen ou rosto.
  • erupção cutânea: após alguns dias de dor, surgem pequenas bolhas ou vesículas, que geralmente começam a secar após uma semana e se transformam em crostas.
  • coceira: as bolhas podem causar coceira intensa, além da dor.
  • febre e mal-estar: alguns pacientes também experimentam febre, cansaço e sensação geral de mal-estar.

Quem está mais propenso ao herpes zoster?

Embora qualquer pessoa que tenha tido varicela possa desenvolver herpes zoster, o risco é maior em pessoas:

  • acima de 50 anos: o envelhecimento pode enfraquecer o sistema imunológico, aumentando as chances de reativação do vírus.
  • com sistema imunológico comprometido: pessoas que vivem com HIV, câncer ou aquelas em tratamento imunossupressor estão mais vulneráveis.
  • sob estresse constante: o estresse pode diminuir as defesas naturais do corpo, contribuindo para a reativação do vírus.

Tratamentos disponíveis para herpes zoster

O tratamento para herpes zoster visa reduzir a intensidade da dor, acelerar o processo de cicatrização das lesões e prevenir complicações. Alguns dos tratamentos incluem:

  • antivirais: medicamentos como aciclovir, valaciclovir e famciclovir são frequentemente prescritos para reduzir a gravidade e duração da infecção.
  • analgésicos: para aliviar a dor, são recomendados medicamentos como paracetamol ou dipirona e algumas vezes analgésico mais intensos, derivados da morfina.
  • corticosteróides: em alguns casos, os corticosteroides podem ser usados para reduzir a inflamação e a dor intensa.
  • vacinação: existe uma vacina disponível, conhecida como Shingrix, que pode reduzir significativamente o risco de desenvolver herpes zoster, especialmente em pessoas com mais de 50 anos.

Complicações do herpes zoster

Embora o herpes zoster seja frequentemente tratado com sucesso, ele pode levar a complicações, especialmente em pessoas mais velhas. Uma das complicações mais comuns é a neuralgia pós-herpética, uma dor crônica que persiste mesmo após as lesões da pele terem cicatrizado. O risco de neuralgia pós-herpética aumenta com a idade e a intensidade da dor inicial.

Outras complicações possíveis incluem:

  • infecção secundária: as lesões de herpes zoster podem se infectar com bactérias, resultando em uma infecção mais grave.
  • problemas oculares: quando o herpes zoster afeta a área ao redor dos olhos, pode causar cegueira temporária ou permanente se não tratado adequadamente.

Prevenção do herpes zoster

Embora o herpes zoster não possa ser evitado completamente, existem medidas que podem ajudar a reduzir o risco de desenvolvê-lo, como:

  • vacinação: a vacina contra o herpes zoster é altamente recomendada para pessoas com mais de 50 anos, ajudando a reduzir o risco de infecção e suas complicações.
  • manter o sistema imunológico saudável: uma alimentação saudável, exercícios regulares e controle do estresse são importantes para manter as defesas naturais do corpo em boa forma.

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